Por que a gente não pode ganhar dinheiro fazendo o que ama?
Por que tem gente que faz o que não ama e fica rico?
Por que é tão difícil?
Por que tem gente que não dá valor pro que a gente ama fazer?
Por que tem gente que vê só glamour onde tem também muito sofrimento?
Por que acham que você só "é"se tiver "lá"
segunda-feira, outubro 05, 2009
quinta-feira, setembro 17, 2009
Alice

Alice estava sentada na calçada, em frente a sua casa, como era tão habituada a fazer.
Chovia muito, mas Alice parecia não perceber. Talvez porque confundia suas lágrimas com aquela água do céu que não parava de cair.
Indagou-se se o céu chorava com ela. Mas não conseguia ter certezas nem respostas.
Alice nunca gostou de guarda chuva. Sempre lhe agradou o molhado que a chuva deixa na curvinha do pescoço. Quando pequena preferia sua capa de joaninhas a segurar aquele apetrecho tão estranho e grandalhão.
E hoje, especialmente, Alice queria sentir a chuva, pra ver se ela levava embora a dor que estava sentindo.
No fundo, Alice sabia que nem um dilúvio nem ninguém poderia lhe arrancar aquela angústia. E tinha medo que acabassem levando embora grudado, por engano, as lembranças que ela não queria ver partir.
Alice sentia-se imensamente sozinha. Mas preferia assim. Não conseguiria dividir seu vazio com ninguém, tampouco queria tentar esquecê-lo. Não agora.
Alice perguntou-se o que iria acontecer. Perguntou-se o que faria. Perguntou-se por que. Por que. Por- que. Porque....
Alice deitou a cabeça nas pernas e ficou assim por alguns instantes, que pareciam uma eternidade. Sentiu um carinho no seu ombro esquerdo e levantou os olhos. Uma borboleta amarela pousava pacificamente nela. Alice não tentou entender o que ela fazia ali, debaixo daquela tempestade. Apenas lhe deu abrigo próximo ao seu ventre para passarem o resto da madrugada juntas, imóveis e em silêncio.
Chovia muito, mas Alice parecia não perceber. Talvez porque confundia suas lágrimas com aquela água do céu que não parava de cair.
Indagou-se se o céu chorava com ela. Mas não conseguia ter certezas nem respostas.
Alice nunca gostou de guarda chuva. Sempre lhe agradou o molhado que a chuva deixa na curvinha do pescoço. Quando pequena preferia sua capa de joaninhas a segurar aquele apetrecho tão estranho e grandalhão.
E hoje, especialmente, Alice queria sentir a chuva, pra ver se ela levava embora a dor que estava sentindo.
No fundo, Alice sabia que nem um dilúvio nem ninguém poderia lhe arrancar aquela angústia. E tinha medo que acabassem levando embora grudado, por engano, as lembranças que ela não queria ver partir.
Alice sentia-se imensamente sozinha. Mas preferia assim. Não conseguiria dividir seu vazio com ninguém, tampouco queria tentar esquecê-lo. Não agora.
Alice perguntou-se o que iria acontecer. Perguntou-se o que faria. Perguntou-se por que. Por que. Por- que. Porque....
Alice deitou a cabeça nas pernas e ficou assim por alguns instantes, que pareciam uma eternidade. Sentiu um carinho no seu ombro esquerdo e levantou os olhos. Uma borboleta amarela pousava pacificamente nela. Alice não tentou entender o que ela fazia ali, debaixo daquela tempestade. Apenas lhe deu abrigo próximo ao seu ventre para passarem o resto da madrugada juntas, imóveis e em silêncio.
sexta-feira, agosto 28, 2009
ai que preguiça.
Sabe assim quando uma coisa te incomoda muito. Mas muito. De um jeito que não adianta você explicar, porque as pessoas podem até entender, mas só quem sabe o quantoooooooooo incomoda é você. Só você. Um saber solitário.
Ai eu sei que tem gente que sabe do que tô falando!
Pode ser uma gordura localizada que só você vê. Pode ser uma atitude de alguém. Pode ser a voz de um desconhecido. Pode ser uma mania. Enfim... aquilo que parece tão pequeno e insignificante pra terceiros as vezes é um tormento gigantesco pra gente.
Aí a raça te chama de exagerada, de dramática, de chata. Tá, como diz uma grande amiga minha... "eu sei que eu sou chata", mas as vezes não é isso. É que a coisa incomoda muiiiiiiiiiiiiiiiiiiitoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo mesmo.
E quando a gente não vê saída pra resolver?
E quando a gente não tem dinheiro pra resolver?
E quando a gente não tem estômago ou paciência pra resolver?
E quando não há solução?
ai que preguiça.
Ai eu sei que tem gente que sabe do que tô falando!
Pode ser uma gordura localizada que só você vê. Pode ser uma atitude de alguém. Pode ser a voz de um desconhecido. Pode ser uma mania. Enfim... aquilo que parece tão pequeno e insignificante pra terceiros as vezes é um tormento gigantesco pra gente.
Aí a raça te chama de exagerada, de dramática, de chata. Tá, como diz uma grande amiga minha... "eu sei que eu sou chata", mas as vezes não é isso. É que a coisa incomoda muiiiiiiiiiiiiiiiiiiitoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo mesmo.
E quando a gente não vê saída pra resolver?
E quando a gente não tem dinheiro pra resolver?
E quando a gente não tem estômago ou paciência pra resolver?
E quando não há solução?
ai que preguiça.
sexta-feira, agosto 21, 2009
sobre tudo e sobre nada.
Tô ensaiando um post aqui há um tempinho... assunto gostoso pra escrever até que eu tinha... a viagem inspiradora pra São Paulo, a volta aos estudos acadêmicos, as empolgações projetísticas, as borboletas na barriga, os sorrisos inesperados.... ..... .....
Mas acabava começando, desistindo, adiando, "empreguiçando".
Aí a Manu (uma coisa querida demais que apareceu na minha estradinha) me mandou um textinho agora daqueles que pra algumas pessoas não diz nada e pra outras diz tudo.
Pois pra mim, ele disse tanto!
"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver..." [Ana C. Jácomo]
Cada frase me fez lembrar alguns seres especiais que moram no meu coração. Me fez sorrir, sentir saudade, brilhar o olho e suspirar.
Me fez pensar como eu queria estar perto do Boi, que faz aniversário amanhã, e ao mesmo tempo sorrir porque eu, de alguma forma, estou.
Me fez lembrar como a presença de algumas pessoas faz curar a alma. E como cada um tem seu cheiro, sua cor e seu sabor.
E entre cólicas e caos, lágrimas e gargalhadas eu tenho novamente algumas certezas....
Mas acabava começando, desistindo, adiando, "empreguiçando".
Aí a Manu (uma coisa querida demais que apareceu na minha estradinha) me mandou um textinho agora daqueles que pra algumas pessoas não diz nada e pra outras diz tudo.
Pois pra mim, ele disse tanto!
"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver..." [Ana C. Jácomo]
Cada frase me fez lembrar alguns seres especiais que moram no meu coração. Me fez sorrir, sentir saudade, brilhar o olho e suspirar.
Me fez pensar como eu queria estar perto do Boi, que faz aniversário amanhã, e ao mesmo tempo sorrir porque eu, de alguma forma, estou.
Me fez lembrar como a presença de algumas pessoas faz curar a alma. E como cada um tem seu cheiro, sua cor e seu sabor.
E entre cólicas e caos, lágrimas e gargalhadas eu tenho novamente algumas certezas....
quinta-feira, julho 23, 2009
ano novo.

Enfim, acabou o inferno astral, começou meu ano novo, idade par.
Fico cada vez mais feliz em perceber que, independente do que os outros acham, eu me sinto mais eu com cada mudança.
Se me achei? Tô me achando... Mas perder-se é sempre necessário também.
"Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma". ( A.F)
E cada vez mais, quem importa fica, quem não era de verdade se vai.
Contar nos dedos me parece cada vez mais legal.
Gratidão é a palavra do dia.
sexta-feira, julho 17, 2009
terça-feira, julho 14, 2009
Sobre filhos.

Não, não to grávida e nem pretendo ficar nos próximos bons anos...
Mas é que tenho pensado tanto nisso, por vários motivos....observando a gravidez inesperada de uma grande amiga e a expectativa de outra pra engravidar, filhos de colegas nascendo, amigas da escola com vida de mamãe e, claro, a convivência com a minha afilhadinha.
Brasiiiiiiiiiiiiil, como é lindo e como é difícil ter um filho! E nem vou ficar nos clichês de fraldas, choradeira e grana pra escolinha (não que não seja complicado). É muito mais que isso, é energia, é tempo, disposição. A vida simplesmente se transforma. Um pedaço de você andando pelo planeta. E quando ficarem adolescentes? Que medooooooooo.
Eu que desde que me conheço por gente tenho um instinto maternal absurdo, me pego pensando se vou conseguir ter filhos. Sim, porque querer eu quero, mas eu consigo? Consigo grana (porque eu nem me sustento, quem dirá mais um ser!), consigo ser menos egoísta, consigo dormir nada, consigo ter coragem de colocar alguém que amo demais nesse mundo perdido?
Tá, eu sei que tenho bastante tempo pra pensar nisso. Mas já to começando... é um processo longo. Ahahahahah.
Esses dias fui com a Sofia (coisa linda da dinda) numa festa junina da escolinha. Foi divertido, brincamos um monte, tiramos fotos, ela dançou fofíssima na apresentação, etc. Mas chegou na hora de ir embora e eu tava cambaleando de cansada. Mas OK, porque quem ia dar banho e colocar ela pra dormir era o pai dela....graças a Deus... kkkkkk. Foi então que eu vim pra casa pensando nisso... mas não conclui nada porque desabei na cama, acabada, tipo atropelada! Como os pais conseguem??? Deve ter um segredo, não é possível... alguém explica!!!
Deve ser como meu pai sempre diz.... que pode até ser um clichê, mas acho que é verdade absoluta: “Filha, tem coisas que você SÓ vai entender de verdade no dia que for mãe”.
É, enquanto isso eu vou aprendendo, observando e aproveitando a parte boa dos filhos dos outros....
Assinar:
Comentários (Atom)