
quinta-feira, julho 23, 2009
ano novo.

sexta-feira, julho 17, 2009
terça-feira, julho 14, 2009
Sobre filhos.

Não, não to grávida e nem pretendo ficar nos próximos bons anos...
Mas é que tenho pensado tanto nisso, por vários motivos....observando a gravidez inesperada de uma grande amiga e a expectativa de outra pra engravidar, filhos de colegas nascendo, amigas da escola com vida de mamãe e, claro, a convivência com a minha afilhadinha.
Brasiiiiiiiiiiiiil, como é lindo e como é difícil ter um filho! E nem vou ficar nos clichês de fraldas, choradeira e grana pra escolinha (não que não seja complicado). É muito mais que isso, é energia, é tempo, disposição. A vida simplesmente se transforma. Um pedaço de você andando pelo planeta. E quando ficarem adolescentes? Que medooooooooo.
Eu que desde que me conheço por gente tenho um instinto maternal absurdo, me pego pensando se vou conseguir ter filhos. Sim, porque querer eu quero, mas eu consigo? Consigo grana (porque eu nem me sustento, quem dirá mais um ser!), consigo ser menos egoísta, consigo dormir nada, consigo ter coragem de colocar alguém que amo demais nesse mundo perdido?
Tá, eu sei que tenho bastante tempo pra pensar nisso. Mas já to começando... é um processo longo. Ahahahahah.
Esses dias fui com a Sofia (coisa linda da dinda) numa festa junina da escolinha. Foi divertido, brincamos um monte, tiramos fotos, ela dançou fofíssima na apresentação, etc. Mas chegou na hora de ir embora e eu tava cambaleando de cansada. Mas OK, porque quem ia dar banho e colocar ela pra dormir era o pai dela....graças a Deus... kkkkkk. Foi então que eu vim pra casa pensando nisso... mas não conclui nada porque desabei na cama, acabada, tipo atropelada! Como os pais conseguem??? Deve ter um segredo, não é possível... alguém explica!!!
Deve ser como meu pai sempre diz.... que pode até ser um clichê, mas acho que é verdade absoluta: “Filha, tem coisas que você SÓ vai entender de verdade no dia que for mãe”.
É, enquanto isso eu vou aprendendo, observando e aproveitando a parte boa dos filhos dos outros....
domingo, junho 14, 2009
Ela.

Ela tá sempre comigo, há muito tempo eu acordo e durmo com ela. Fazemos as refeições, ouvimos música juntas. Assistimos filmes, choramos, nos embriagamos. As vezes ela me sufoca, me aperta. Outrora só me acompanha. Mas faz anos que caminhamos unidas. Um dia cheguei a pensar que ela tinha ido embora, mas me enganei. E hoje eu tenho a certeza de que vai ser assim, pra todo o sempre. Eu e ela, eu caminhando e ela me acompanhando, independente do caminho que eu percorra.
Tem gente que acha que há vários tipos e categorias dela. Eu não sei.... deve ter. Mas na verdade isso não me interessa porque não pode mudar o rumo das coisas. O fato é que um dia eu precisei acolhê-la pra que ela não me matasse. E a partir daí andamos de mãos dadas.
Tem noites que eu queria muito que ela me deixasse, por instantes que fossem. Ela machuca. Tem dias que acordo com ela e abro um sorriso... afinal se ela está comigo é por que foi bom.
Ela é usada lindamente por poetas e também banalizada no mundo maluco de hoje, em que as pessoas não prestam mais atenção no que dizem e escrevem umas pras outras.
Eu sofri suas consequências muito cedo, aos três meses de idade. Tinha febre, mas o médico não detectou doença... "É ela", ele disse... E era ela...
Aos 3 ou 4 anos eu conheci seu significado, mas ela só vinha me visitar de vez em quando. Mais tarde eu a tinha com mais frequência perto de mim, mas geralmente não doía, ela era gostosa, tinha um frescor que eu até admirava.
Foi então que, sem avisar, um dia ela veio e não foi mais embora. Eu quis matá-la, trucidá-la, mas não conseguia. Então a aceitei. Embora ela me maltrate demais às vezes, embora eu ache que ela um dia ainda vai me suprimir...
Eu resolvi abrigar a saudade em vez de fingir que ela não mora em mim.
sexta-feira, junho 05, 2009
o despertar das borboletinhas.....
Ninguém sabe explicar porque que elas nascem só de vez em quando... E muito menos porque as vezes elas perduram por tanto tempo e outrora só por um diazinho, dois.... Será que elas nascem e morrem ou a gente as engole e depois elas só adormecem?Porque aquele te deixou com as borboletas na barriga mas sozinha, e o outro não deixou nem uma larvinha mas tá sempre por perto?
Não adianta tentar entender.... pra que? não vai mudar nada mesmo.... a sensação sempre vai voltar.... mais cedo ou mais tarde elas despertam ou você as engole, mais uma vez.
Essas borboletas....
Borboletas na barriga, que ficam voando fazendo cócegas na costela e deixam o estômago voando dentro do corpo são deliciosas. Eu adoro. É tão bom quando elas são acordadas e ficam animadas, fazendo uma festinha dentro da gente...
E eu gosto mais ainda quando elas perduram, quando eu percebo que elas continuam fazendo bagunça dentro de mim, quando só com um olhar, uma delas voa ao redor do meu umbigo.
E tem segredo pra elas nunca mais dormirem?
Sei lá eu... acho que elas sempre dormem... é natural... o segredo não é deixar elas sempre acordadas.... e sim, deixar que elas descansem um pouco, mas sabendo como despertá-las depois. Mas isso não é tarefa nossa. Nossas borboletas não nos obedecem.... até porque não teria graça....
As minhas estão agitadinhas. Deve tá rolando uma festa junina das boas na minha barriga....
sexta-feira, maio 29, 2009
a vida é minha.
Não é nossa vida, a vida da raça, a vida da gente, a vida de todos, a vida do povo.
Não, é minha mesmo. Uma das poucas coisas que é só minha, que eu não posso vender nem emprestar. Minha. Só eu cuido, só eu escolho o que faço dela, só eu vivo. Afinal, a vida é minha.
Incrível é que tem gente que não consegue entender isso, e que quer cuidar de várias outras vidas.... será que só a própria vida já não dá trabalho demais?
Minha vida pode até parecer um sitcom as vezes.
Mas ela definitivamente não é novela pra ser acompanhada.
Mania que as pessoas tem de cuidar da vida do outro!
Eu não vou me fazer de santa e dizer que nunca dei uma espiadinha no orkut alheio, que não curto uma fofoca, que bla bla bla. É claro que sim, é natural do ser humano, e quem diz que não faz é mentira.
Mas aí em acompanhar e ficar julgando a vida alheia já é demais.
Tenho tanta preguiça.
As vezes eu fico pensando que devo ser muito mais legal do que eu penso ser. Que de fora, minha vida deve ser muito mais interessante do que realmente é.
E se a minha vida for ma-ra-vi-lho-sa, porque as pessoas não tratam de fazer as suas ficarem coloridas também, em vez de ficar agorando a do outro pra ficar preto e branco???
É muito fácil julgar alguém. Extremamente cômodo. Criticar a fulana porque ela perdoou ciclano, achar uó que a outra deixou os filhos com o marido e foi dançar e bla bla bla. É otimo destilar veneno.. porque não é em cima do nosso umbigo.
Julgar, criticar e inventar coisas sobre a vida alheia é tão bacana porque olhar pra nossa própria vida não é tão simples assim. A gente começa a descobrir um moooonte de coisas. E tem gente que simplesmente prefere não ver. E aí o jeito é ficar jogando lixo no quintal do vizinho.
"Quem cuida da língua preserva o coração da angústia".
